sexta-feira, 22 de maio de 2009
Comment il faut...
Carneirinho e borregada. É triste! Estamos presos a convenções e á chamada "noblesse oblige", quando o que queríamos era extravazar o que nos vai na alma e no coração... o que nos dá pesadelos e nos faz dormir mal. Eu só queria, por um momento, poder explodir!!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
As maleitas de uma vida
Quando te apercebes que estás a ficar velho? Quando tens a certeza que, se pudesses voltar atrás, farias muita coisa de forma diferente.
Quando penso nas pessoas que passaram pela minha vida e que por comodidade as expulsei, ou simplesmente, as deixei ir embora, por ser mais fácil, por dar menos trabalho, sinto que realmente a maturidade chegou onde pensei que não iria atingir. Com todas as certezas do mundo, mais esperta do que todos os outros, abria a boca e dava azo á força dos meus pulmões para jurar que era o mais correcto. No tempo em que rezava, para que tudo desaparecesse...
Pois chegou a altura em que sou obrigada a enfrentar, em que deixei de acreditar que as coisas se resolvem sozinhas e se seguir o meu caminho tudo o resto se resolve.
Sempre defendi que há coisas que temos de resolver dentro de nós, para que se resolvam por si só, mas onde eu o aplicava era onde fazia menos mossa. E aquilo que é realmente importante eu fui deixando para trás e tentando apenas começar de novo... mas uma casa nova construída em cima de velhos alicerces e em mau estado, mais tarde ou mais cedo vai ruir.
Já não posso estar á espera de um milagre... eu tenho de curar as maleitas da minha vida. E começar a destruir, onde mais dói, para poder plantar de novo, de raiz, um futuro melhor. Não basta esconder o passado, é preciso incinerá-lo.
Quando penso nas pessoas que passaram pela minha vida e que por comodidade as expulsei, ou simplesmente, as deixei ir embora, por ser mais fácil, por dar menos trabalho, sinto que realmente a maturidade chegou onde pensei que não iria atingir. Com todas as certezas do mundo, mais esperta do que todos os outros, abria a boca e dava azo á força dos meus pulmões para jurar que era o mais correcto. No tempo em que rezava, para que tudo desaparecesse...
Pois chegou a altura em que sou obrigada a enfrentar, em que deixei de acreditar que as coisas se resolvem sozinhas e se seguir o meu caminho tudo o resto se resolve.
Sempre defendi que há coisas que temos de resolver dentro de nós, para que se resolvam por si só, mas onde eu o aplicava era onde fazia menos mossa. E aquilo que é realmente importante eu fui deixando para trás e tentando apenas começar de novo... mas uma casa nova construída em cima de velhos alicerces e em mau estado, mais tarde ou mais cedo vai ruir.
Já não posso estar á espera de um milagre... eu tenho de curar as maleitas da minha vida. E começar a destruir, onde mais dói, para poder plantar de novo, de raiz, um futuro melhor. Não basta esconder o passado, é preciso incinerá-lo.
domingo, 26 de abril de 2009
Porque os homens não falam nessas coisas...
... entre si. Por isso, é que existem as amigas! A gaja aviva aquele ponto mais sensível que faz com que nos contem coisas que não contam ao melhor amigo. E o melhor amigo, mesmo que perceba, também não pergunta. Essas coisas sensíveis que nós sabemos sobre eles e a vida deles e os sentimentos deles, os melhores amigos, mesmo que conheçam a história, não conhecem. Os pormenores que tocam lá no fundo e que lhes fazem vir uma lagrimazinha ao canto do olho são partilhados connosco. Todos eles o sentem e todos eles têm necessidade de falar sobre isso, mas não partilham entre si. A fama do machão insensível é o que conta, mas não dispensam aquele colo que só nós sabemos e podemos dar. E não passam sem ele. Se um gajo tem problemas familiares, vai partilhar com os amigos, mas vai transparecer apenas aquilo que o chateia e que não está para aguentar aquelas merdas. Se conta á amiga, vai dizer o quão mal esta ou aquele cena o fez sentir, com detalhes que fazem com que qualquer uma de nós, gajas, um pouco mais sensível, fique em pranto. É um impacto que não querem provocar na irmandade. Podemos pensar que é por causa da imagem de fraqueza que possa transparecer e que não querem mostrar, porque são gajos. Mas, no fundo, e isto é só a minha opinião, é porque se um dia isso for partilhado, vai abrir-se uma brecha. Essa brecha pode fazer desabar o verdadeiro significado da irmandade, que, para mim, continua a ser a força em que eles assentam. Se algum deles mostrar um sinal de fraqueza, pode querer dizer que não terá a força suficiente para levantar os outros quando precisam de ser levantados, fingindo que não é importante e que é com aquela força que vai vencer. Eles servem para o levantar, mas nós servimos para os deixar desabar, quando é necessário.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
One touch...easy
As pequenas falhas de carácter que possamos ter em criança, crescem connosco. E na mesma proporção. As distorções psicológicas podem criar grandes fobias e transformar uma obsessão em paranóia. Há um momento que define se ficam ali ou se evoluem. Chama-se Adolescência. São cerca de 6 anos... definitivos na criação do "eu".
Alguma vez te surgiu uma ideia que não saía da cabeça por nada deste mundo? E quando finalmente passou, não te sentiste um tantinho idiota? Alguma vez imaginaste alguém, que te fez mal, a sofrer e sentiste-te bem com isso? E quando passou, não te sentiste um tantinho mal? Alguma vez imaginaste uma catástrofe e logo em seguida sacudiste a cabeça naquela de "BRRRRR, que é isto?"?
Estes momentos fazem parte da mente de muitos de nós e traduzem-se em estados como este: vivo para o bem estar das pequenas criaturas que habitam em mim... aquelas que não me deixam perder o eixo.
Alguma vez te surgiu uma ideia que não saía da cabeça por nada deste mundo? E quando finalmente passou, não te sentiste um tantinho idiota? Alguma vez imaginaste alguém, que te fez mal, a sofrer e sentiste-te bem com isso? E quando passou, não te sentiste um tantinho mal? Alguma vez imaginaste uma catástrofe e logo em seguida sacudiste a cabeça naquela de "BRRRRR, que é isto?"?
Estes momentos fazem parte da mente de muitos de nós e traduzem-se em estados como este: vivo para o bem estar das pequenas criaturas que habitam em mim... aquelas que não me deixam perder o eixo.
terça-feira, 21 de abril de 2009
O problema é...quando o telefone não toca
Nós queixamo-nos quando não temos tempo para nós... o trabalho que temos para fazer, as coisas que temos para fazer depois do horário de trabalho e o tempo que temos de dispensar aos que precisam de nós e que amamos... porque quando o telefone toca, há sempre alguém a precisar que olhemos para cima, para baixo, para o lado...
Mas, o grande problema é quando o telefone não toca. Quando ninguém precisa de nós. Quando temos tanto tempo livre que somos obrigados a olhar para dentro. E aí a cabeça começa a trabalhar contra nós. E era tão bom que o telefone tocasse!
É nesses momentos que aprendemos a conhecer-nos, a gostar ou a detestar o que há em cada um, e que nunca nos tinhamos apercebido de que existia. É preciso tomar decisões, criar mudanças e seguir em frente, porque temos de estar preparados! No final destes 5 minutos o telefone vai voltar a tocar e teremos de saber como acudir... e vamos gostar tanto!!!
Moral da história: se só tens 5 minutos por dia para estar contigo, investe-os a tentar ser melhor... há sempre alguém que lhes vai dar mais valor.
Mas, o grande problema é quando o telefone não toca. Quando ninguém precisa de nós. Quando temos tanto tempo livre que somos obrigados a olhar para dentro. E aí a cabeça começa a trabalhar contra nós. E era tão bom que o telefone tocasse!
É nesses momentos que aprendemos a conhecer-nos, a gostar ou a detestar o que há em cada um, e que nunca nos tinhamos apercebido de que existia. É preciso tomar decisões, criar mudanças e seguir em frente, porque temos de estar preparados! No final destes 5 minutos o telefone vai voltar a tocar e teremos de saber como acudir... e vamos gostar tanto!!!
Moral da história: se só tens 5 minutos por dia para estar contigo, investe-os a tentar ser melhor... há sempre alguém que lhes vai dar mais valor.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Pois é...
Há momentos em que é assim: nada parece ter solução. Adormecemos mal... acordamos mal e o mundo parece ter chegado ao fim. Sem brio... sem objectivos... here we go again!!
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